sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


E hoje parei pra pensar na vida. 
Fones ligados, palavras sendo ditas repetidamente movidas a canções que 
dizem como nos sentimos, sem dizer nada. 
E nela, achei coisas que um dia acreditava ter perdido. Sonhos que desistiram de ser realizados, esperanças que perderam a cor e enferrujaram devido o tempo, musicas que gostava de ouvir com os olhos fechados recordando aquele velho passado preto e branco. Apertava os dedos, e os estralos viravam flashes, novas imagens viam em sequência. O mundo havia parado, as pessoas desaparecido, e eu? Onde estava eu?
E do nada, ouvia algo que ousava cortar o silêncio daquela velha casa sem portas e janelas coberta pelo pó do tempo que o relógio já não marcava. Era dia. Sentei em um canto que me parecia familiar e de novo me veio aquela sensação de que não estava só, olhava apenas pro teto e tentava entender os nadas que insistiam questionar o que eu nem pensava, e no mais tardar do tempo escurecia tudo que a luz conseguia alcançar, os ruídos pararam e assim fiquei. 
Com a cabeça baixa e os olhos cheios, lembrei de um dia em que era feliz, onde sonhava acordado o tempo todo e dormia na certeza de que não era ilusão, mas se tratava de visões de um futuro que mataria todos os pesos e cortaria todo mau escondido interiormente, pois Deus havia guardado não só um lugar em que eu poderia repousar em paz, como um corpo onde eu poderia depositar tudo quanto fosse sentimento que um único ser humano tivesse que sentir, quando descobrisse a infinidade que é "Amar de Verdade"
~ (...) ~

~ LuCaS LiMa OliVeiRa'#

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